sexta-feira, janeiro 19, 2007
Os nossos media (lixo) televisivos
Sosseguem as vossas mentes mais imaginativas, não...não padeço de nenhuma doença contagiosa, nem esta comichão se deve a comportamentos desviantes adoptados pela minha pessoa...
Simplesmente venho dar crédito a algo que se calhar até nem merece, mas como estamos aqui para dizer mal, então eu faço o favor de abrir as hostilidades!!
E venho aqui precisamente para falar dos nossos media, especialmente aqueles privados que lutam incessantemente pelas audiências em horário nobre, lutando ferozmente por captar a atenção de pessoas como a Senhora Maria de 87 anos, com 5 diopetrias e quase surda, ou o Senhor Joaquim que a essa hora está encostado ao balcão da tasca a beber a sua décima mini, de olhar vidrado e praticamente hipnotizado pelo que passa na televisão.
Num canal temos uma telenovela cuja protagonista me recuso a dizer o nome, de pronúncia nortenha e que desenvolve um interminável amor por um ricaço de barba ruiva...E de repente, parece que para esse canal de televisão o mundo inteiro se reduz a essa história e os seus protagonistas, misturando realidade com ficção, e fazendo directos de 5 em 5 minutos para a porta do hospital onde essa "actriz" deu entrada em urgência.
Mas eu tenho que levar com isto?!
No outro canal temos uma telenovela cuja protagonista me recuso a dizer o nome, e que pelas fotos que vi até é uma jovem bem agradável à vista, para além de evidenciar uma tremenda forma física digna de quem é capaz de encarar as coisas de frente (e levá-las muito a peito), com aspecto muito saudável, embora insista em andar vestida de freira...enfim, não se pode ter tudo...E de repente, parece que para esse canal de televisão o mundo inteiro se reduz a essa história e a sua protagonista, misturando realidade com ficção, e fazendo directos de 5 em 5 minutos para a porta do hospital onde essa "actriz" deu entrada em urgência.
Mas eu tenho que levar com isto?!
A primeira foi parar ao hospital porque se sentiu mal durante as filmagens...e a segunda porque anda com complicações respiratórias...
Bolas, mas será que essa merda é caso para interromperem as emissões?!
Que culpa temos nós que uma ande a alimentar-se mal, e a outra meta o nariz onde não é chamado?
Desconfio que qualquer dia ainda é notícia de abertura dos telejornais dos respectivos canais se uma delas tiver hemorróidas, uma unha partida, um seio descaído ou um pêlo púbico encravado e infectado...
E se as duas tiverem um destes azares (ou porque não todos em conjunto?) no mesmo dia, e forem as duas para o mesmo hospital para curar essa maleita?
Já imaginaram o caos que se poderia estabelecer à porta desse hospital??
De um lado um gang de pitas devidamente equipadas com as suas saias floridas, blusas de cores garridas, bandeletes com florzinhas e ténis allstars que só elas compram, entoando desafinadamente a canção do genérico e exibindo cartolinas com fotografias da sua idolatrada "actriz"...Do outro lado, um gang de adolescentes (eram ainda pitas quando viram essa actriz nos Morangos com Açúcar), exibindo também as cartolinas com fotografias da sua idolatrada "actriz". Escusado será dizer que os rapazes levam outro género de fotografias...
E o final dessa contenda seria confronto físico com puxões de cabelo com fartura, roupas rasgadas e bocados de cartolina espalhadas por todo o lado!
Será que isso já era notícia?
Ou por poder dar má imagem às respectivas novelas seria tudo abafado?
É por estas e por outras que o canal Parlamento começa a conquistar audiências!!
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Música infantil
Lembram-se das músicas da nossa infância interpretadas pelo José Barata Moura?
E da música intitulada "A saia da Carolina"? (Se não se lembram, azaruxo...a vossa infância deve ter sido bem infeliz, eheheh)
Mas aposto que se lembram todos daquela senhora de respeito que se colocou na primeira fila da bancada do Estádio da Luz num famoso S.L.Benfica vs FêKêPê (ou fóculpor...), devidamente acompanhada pelo guarda Abel a servir de guarda-costas. (Se não se lembram, azaruxo...perderam uma boa oportunidade de ver uma cambada de tripeiros enlatados num só sector da bancada, eheheh)
Mas siga pra bingo que o tempo é curto...Aqui vai a letra da musiquinha da Carolina...
A saia da Carolina
Tem um pintinho pintado
Sim Carolina oi-o-ai
Sim Carolina O-ai- meu bem!
Quando a Carolina dança
Soa um apito doirado!
Sim Carolina oi-o-ai
Sim Carolina o-ai meu bem!
Noutro tempo a Carolina
Chamava-lhe "o meu Dragom"
Sim Carolina oi-o-ai
Sim Carolina O-ai- meu bem!
Agora que se zangaram
Só lhe chama "seu Kabrom"!
Sim Carolina oi-o-ai
Sim Carolina O-ai- meu bem!
Como e que isto acabará?
Imaginem meus amigos
Sim Carolina oi-o-ai
Sim Carolina O-ai- meu bem!
O gajo vai-se safar
E ela vende muitos livros!
Sim Carolina oi-o-ai
Sim Carolina O-ai- meu bem!
I got no further questions...
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Balanço de 2006
Aspectos positivos (em termos pessoais):
- ainda estou vivo, e de boa saúde, apesar de alguns excessos cometidos, fruto de recorrentes tertúlias alcoolizantes na companhia dos excelsos e ínclitos companheiros do BASA e demais amigos.
- ainda estou a ser chulado no estágio, o que pode parecer negativo, mas tendo em conta que até estou a receber uma bolsa de estágio e não tenho grandes despesas e/ou encargos adicionais, até vai dando para viver bem.
Aspectos negativos (em termos pessoais):
- nada a apontar...não vou lançar bitaites sobre a minha vida aqui em público. Bem sei que temos apenas dois comentadores no blog, por sinal pouco assíduos (uma palavra de apreço para o primo do Parracho, e para o Capitão Borboto), mas nunca se sabe quem mais poderá andar por aí a ler estas coisas...
Mas esquecendo estes aspectos pessoais, cingemo-nos ao que realmente interessa...
Noto para já que mais um ano passou, e ficou tudo na mesma (apetece mesmo dizer que as moscas mudam, mas a merda é a mesma...) em termos de:
- Casa Pia: para quando essa sentença?
- Apito Dourado: para quando essa sentença? Creio que nem a Sra Procuradora Morgado vai resolver o assunto...
- Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e restantes mafiosos: continuam por aí a ditar as suas sentenças
- Défice Público: diz que vai ser de 4,6%...
- Endividamento das Autarquias: se não há, não gasta!
- Mortalidade nas Estradas Portuguesas: nem o caso trágico do rapazola dos Morangos com Açúcar serviu de exemplo
- TVI só transmite lixo televisivo: vale a pena comentar?!
- Indicadores de Desenvolvimento de Portugal: estamos para variar, na cauda da Europa
- Política Externa dos EUA: militares mortos no Iraque ultrapassam o número de vítimas no ataque de 11 de Setembro. Parabéns Sr Bush
- Osama Bin Laden à solta: há sempre uma ou outra cassete video ou audio que nos faz lembrar que a ameaça existe
- Caos no Médio Oriente: Libaneses, Palestinianos e Israelitas...tudo bons rapazes!
- Agravamento dos fenómenos climatéricos: agradeçam aos países não aderentes ao protocolo Quioto
- Fundamentalismo islâmico: o Papa Ratzinger ganhava mais se ficasse calado, e o ultra-conservador Ahmadinejad do Irão também
- Ameaça chinesa e indiana em termos económicos: ainda agora começou, e as economias ocidentais já tremem como varas verdes!
Aqui se faz um breve balanço do que mudou em 2006...esse belo ano...quem tiver mais sugestões, é só editar um post ou um comentário.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Esta semana, num blog perto de si...
Falo concretamente da http://pt.wikipedia.org/wiki (bem sei que não é muito fiável, mas até prova em contrário, é o que fica a valer...)
Aqui nesta página poderão escolher uma data, e encontrarão factos históricos relevantes, nascimentos e falecimentos, bem como feriados e eventos cíclicos.
Decidi escolher o dia do meu nascimento, e fiquei a saber que nasci no mesmo dia que:
- Grace Kelly (princesa do Mónaco)
- Charles Manson (famoso serial killer norte-americano)
- Neil Young (músico canadiano)
- Candida Branca Flor (cantora portuguesa)
- Francisco Louçã (dirigente político)
Quanto aos falecimentos, ninguém importante para merecer destaque aqui neste post.
Os factos históricos de destaque (entre outros) neste dia foram:
- Início da Guerra do Paraguai em 1864
- Trotski é expulso do Partido Comunista Soviético em 1927
- O Holland Tunnel abre como primeira via para automóveis cruzando o Rio Hudson entre Nova Jersey e Nova Iorque em 1927
- Realizadas as primeiras eleições autárquicas de Portugal em 1976
- Massacre no cemitério de Santa Cruz (Dili, Timor-Leste) em 1991
- Um avião da American Airlines caiu no bairro do Queens, em Nova Iorque, matando todos seus 260 passageiros e tripulantes, bem como outras 5 pessoas em solo em 2001
Em relação aos feriados e eventos cíclicos, há duas referências:
- Dia dos supermercados (?!).
- Diwali, Festival das Luzes na Índia
Coloco aqui o desafio de fazerem uma análise semelhante e publicarem o vosso post.
Hasta la pasta a todos e até a próxima!
segunda-feira, novembro 27, 2006
Papa turca
sexta-feira, novembro 17, 2006
Ah...é simpático(a)...
Falo-vos concretamente sobre a expressão usada para designar alguém como sendo simpático(a). Contudo, este "Ahh...é simpático" poderá assumir contornos de mistério, crueldade, frieza, desprezo, amizade, carinhoso, etc. E mais ainda, se considerarmos o contexto e o género sexual da pessoa que o profere (referindo-se a alguém do sexo oposto), mais sinuosa e espinhosa se torna a missão de desvendar o verdadeiro sentido dessa expressão do "Ahh...é simpático" ou então "Ahh...é simpática".
A verdade é que a Simpatia assume nestes casos um carácter subjectivo de ordem física e muito pouco de ordem humana e psicológica. Se não vejamos o seguinte:
A perspectiva feminina:
Duas amigas, numa saída à noite estão sentadas à mesa, e observam atentamente um jovem alto, entroncado, pele morena, vestido a preceito, que acaba por entrar no bar.
Simpático?
Claro que não!!
É sim interessante, porque simpático (e aqui se revela a parte desprezível) é o outro que está sentado ao balcão mas que apenas tem um sorriso apelativo (esta é a parte carinhosa).
Não tendo tido a oportunidade de contactar com o jovem charmoso que entretanto se fez acompanhar da sua namorada (e sendo assim já perdeu metade dos pontos na avaliação inicial, estando no limiar do interessante e do simpático), as duas jovens acabam por ter contacto pessoal com o jovem do balcão, com quem têm uma animada conversa, porém sem qualquer tipo de segundas intenções.
A avaliação neste caso já será mais do género "Ahh...é simpático...mas não seria capaz de ter nada com ele" (e aqui se revela a parte da amizade). No entanto, uma delas refere que "Ahh...é simpático...mas gostei da conversa" (e aqui se revela a parte do mistério).
A perspectiva masculina:
Dois amigos, numa saída à noite estão sentados à mesa, e observam atentamente uma jovem alta ou baixa, loira ou morena, vestida a preceito ou com roupa informal, cabelos curtos ou compridos, maquilhada ou não...Tudo isto é secundário!
A verdadeira avaliação do "Ahh...é simpática" será com base na ausência das suas formas corporais insinuantes e ausência de beleza facial.
Em linguagem masculina (e aqui se revela a parte da frieza, crueldade, e desprezo), essa rapariga poderá ser mesmo designadacomo sendo um camafeu, cujas trombas parecem a parte de trás do meu esquentador, e é "linda" como o sol do meio-dia (difícil de olhar de frente).
Daqui se conclui que os homens são muito mais directos, frontais, simplistas, básicos, determinados, objectivos, brutos, porcos, machistas, carnais, sexuais, estúpidos, anormais e insensíveis.
Mas dizem as coisas sem grandes rodeios. As mulheres são mais misteriosas.
A avaliação é directa. Nas mulheres é mais sinuosa e subjectiva.
Doa a quem doer...e as mulheres conseguem fazer com que doa mais (mesmo que não queiram)!!
quinta-feira, novembro 16, 2006
Contraditório é o tempo.
Venho por este meio tentar explicar ou arranjar uma justificação para algo que me anda a perturbar, bastante por sinal, nestes ultimos meses, algo tão contraditório, tão pequeno e que no entanto faz tanta diferença. Algo que faz meses que começou a ser usado como frase de "engate" de uma grande empresa nacional.
Essa frase é: ATÉ JÁ.
Que significa então este Até Já, todos nós o sabemos, significa que nos voltaremos a encontrar num curto espaço de tempo, mas não será este o significado que nos foi enraízado socialmente?!
Analisemos então estas duas palavras:
- até do Lat. ad + tenus prep., designa o fim de tempo, distância, quantidade, etc. ; adv., ainda; também; mesmo.
- e temos então o já - do Lat. iam adj., neste momento; agora; imediatamente; sem demora; prontamente;
Como podem ver é bastante contraditório se o até designa o fim de tempo e o já designa o agora, o que significa Até já?
Que estamos no limbo entre o fim de um tempo que se encontra no presente. Quando alguém me diz Até Já como devo interpretar, que ele quer que o tempo acelere e no momento em que ele diz Já, encontra-se de novo comigo, ou pretende que o tempo simplesmente pare e o até pare até ele dizer já?! Pois se uma coisa é o fim e outra o agora, como lá chegamos?!
A mesma coisa se passa com o já nos vemos, ou quando alguem diz já te vejo, merece muitas vezes uma resposta do tipo, porquê eras cego? não me vias? porquê estares a dizer que já me vês. Mas isso é outra história
quarta-feira, novembro 15, 2006
Apanharam-me de surpresa!
Agora que me levaram o espelho da casa de banho, como é que vou pentear-me com as habituais 3 latas de laca?
Agora que me levaram o plasma, como é que vou ver as minhas entrevistas nos telejornais?
Agora que me levaram o sofá, onde é que irei sentar os meus convidados para comer uma frutinha?
Só faltava mesmo levarem-me o sapinho de borracha e o dragãozinho dourado que tão boa companhia me têm feito no jacuzzi!!
Isto é tudo uma cabala.
Eu estou inocente e nada tenho a ver com essas operações financeiras (ou será financiamento?), nada tive a ver com o caso Moderna (pelo menos que eu saiba), e nada tenho a ver com a Casa Pia e a casa de Elvas (só mesmo Elefante Branco e afins).
Bolas...já não posso andar a ganhar a vida com transferências e empréstimos deste para aqui e daquele para ali, que vem logo o Papa dar-me cabo do negócio!! Acho que ele ficou mesmo chateado por lhe ter chamado pinóquio e lhe ter simpaticamente gesticulado à distância, colocando o dedo grande em riste. E nunca devia ter feito sociedade com ele na negociata das estatuetas de marfim.
Afinal de contas, vivemos em Portugal, onde tudo prescreve, onde tudo passa impune, onde os grandes safam-se sempre, onde os corruptos fogem para o Brasil e regressam em apoteose, onde os "majores" acumulam cargos atrás de cargos, onde os ministros são empresários imobiliários e mandam património histórico abaixo, onde os deputados dormem na Assembleia da República...
E eu que pensava que aqui em Portugal estaria são e salvo...acho que tenho de ir para o Congo.
terça-feira, novembro 14, 2006
O vilão é resistente...e chato!! (mas morre como os outros)
Este vilão é um regorgitador de impropérios e acusações infundadas...
Este vilão é um agitador de massas e claro perturbador de opinião pública...
Este vilão é um "quase" pois os seus projectos quase foram concluídos enquanto ele foi mediático...
Este vilão é resistente e mutante (tipo vírus da gripe), é chato e incomodativo (tipo picada de melga que provoca comichão), é fala-barato e pieguinhas (pelo que se aconselha a que lhe dêem uma chucha).
Não meus amigos...embora tudo possa indiciar que estou a falar do Pinto da Costa (ainda não escreveu nenhum livro), esse não é o único vilão que conhecemos.
Falo de um senhor político que espalhou o perfume da dívida pública e o charme da desorganização governamental...e que agora ressuscitou nas páginas de um pretenso livro com uma suposta teoria de conspiração em que o vilão é simultaneamente a vítima.
(Desconfio que as cenas dos próximos capítulos passem pela expressão dramática num teatro perto de si...)
segunda-feira, novembro 13, 2006
Procura-se
É considerado um Muro culto, por falar fluentemente inglês, francês, russo e alemão.
Foi visto pela última vez a 9 de Novembro de 1989, e provavelmente terá ficado traumatizado após assistir um concerto da banda alemã Scorpions, durante o qual foi agredido fisicamente de forma violenta com martelos pneumáticos e bodypainting.
Estranha-se o seu súbito desaparecimento, até porque não parece ter frequentado a casa de Elvas...Foram avistados alguns muros semelhantes em zonas como fronteira EUA-México, costa mediterrânica de Espanha ou ainda na Faixa de Gaza, mas de acordo com a Interpol, não há ainda certezas de se tratar do mesmo Muro.
O famoso espião francês Carlos, o Chacal já foi interrogado para averiguar se terá sido ele a assumir a identidade do dito Muro, mas este recusou peremptoriamente a acusação em 4 línguas diferentes (inglês, francês, russo e crioulo). O saber falar crioulo fez toda a diferença.
Gratifica-se quem tiver notícias que possam conduzir ao paradeiro deste Muro, que deverá ter completado recentemente os 45 anos de idade, e como tal ainda em condições para trabalhar em Portugal, no mínimo mais uns 20 anos até a idade da reforma.
Os prémios de gratificação são um álbum duplo dos Scorpions com a música "Winds of change", um disco de ouro autografado pelo José Cid (mais valioso por ter tido contacto íntimo com o cantor...), e ainda dois dentes de ouro extraídos a um judeu polaco após uma queda de bicicleta (pneu furado...com um tiro) ao tentar atravessar distraidamente o checkpoint Charlie em Friedrichstrasse em Berlim.
PS: se ouvirem por aí um grilo dizer ich bein ein berliner, não se deixem enganar pensando logo ser o Muro que procuramos...poderá muito bem ser John F. Kennedy.
Até amanhã (se Deus quiser)
Falo concretamente da tradicional despedida com um "Até amanhã...se Deus quiser".
Mesmo sabendo que não teremos contacto com o nosso interlocutor, despedimo-nos com um "Até amanhã", observando-se que no caso dos mais crentes há o acrescento "...se Deus quiser", e no caso dos comunistas, tornou-se célebre o acrescento "camaradas".
E eu pergunto-me: e se Deus não quiser?!
E se realmente nos formos encontrar no dia seguinte com essa pessoa, mas Deus não quiser? Será que nos cai um raio na cabeça, com o significado de advertência divina?
Será que furamos o pneu do carro, partimos a suspensão e perdemos imenso tempo a chamar o reboque, e acabamos por falhar o compromisso?
Será que ficamos sem bateria no telemóvel e depois somos incapazes de contactar essa pessoa com quem nos vamos encontrar?
Sinceramente chego a t(r)emer pela minha vida caso algum dia não leve a sério as despedidas com um "Até amanhã...se Deus quiser", pois posso ser o próximo alvo dos sinais divinos.
É que ainda sou ateu, graças a Deus...e da mesma forma que não se brinca com o Pinto da Costa, não convém arriscar o pescoço a brincar com as instâncias superiores, pois cada um sabe de si (e Deus sabe de todos).
quinta-feira, novembro 09, 2006
Kortex i texuradax
É k pralém dux K's tb temux uz X's e uz Z's metidux axim à parva e xem xentido nenhum...
i xinxerament ñ veju o pk da publixidd recurrer a exes métodos pra kativar 1 público maix jovem, poix axim elex vaum deixar de xaber exkrever em portuguêx em 3 tempux. Para além de xer extremamt extupidu excrever e ler qq coixa axim, ainda temux ux criativuz dax agenxias de comunicaxao a ajudar à matanxa da noxxa lingua taum rica e bunita.
Komo xerá daki a unx anux qnd formux a exkrever algu correctamt?
Komo xerá para preenxer uma rekizixaum?
Komo xerá pra faxer uma exkritura duma kasa?
Ou mesmu praum kontrato de kompra i venda?
Vamux mazé ter zuixo na kabexa i xermux jovens faxionz...Eu ja fix a minha parte!
i tu demorax mt?
segunda-feira, novembro 06, 2006
Génio da Lâmpada
Tratam-se de génios a quem apenas faltou uma mão quente e uma pequena esfregadela para poderem saltar cá para fora e satisfazer os tradicionais 3 desejos a que o dono da lâmpada supostamente tem direito. Estes lá têm que levar a sua vida de génio de forma pacata, tristes com a sua lâmpada menos adornada e menos vistosa que outras, sempre na expectativa de um futuro melhor perante a dita esfregadela na lâmpada.
Por outro lado, há génios que por aí andam, que foram bem esfregados e receberam como prémio um bom carro, um belo emprego e um chorudo subsídio de integração social na vida activa, para além de segurança à porta de casa, não vá alguém querer enfiá-lo dentro da lâmpada por mais alguns milhares de anos.
Agora que se poderá fazer para combater esta injustiça?
Continuamos a exibir as nossas lâmpadas de origens humildes e feitas de metais menos nobres, ou devemos procurar adquirir uma lâmpada melhor e mais vistosa, aliciando umas esfregadelas mais interessantes?
Conclusão: quem nasce lagartixa nunca chega a jacaré...e não se pode comparar uma lâmpada de halogéneo com um isqueiro...
terça-feira, outubro 31, 2006
Porquê?
porque não?
Porquê? diz:
porque sim!
Troll - Hardcore Choppers for life! diz:
mas... e o porquê!?
Porquê? diz:
porquê o quê?
Troll - Hardcore Choppers for life! diz:
porque é que o porque? é porque sim, se podia ser porque não?
Porquê? diz:
porque n faz sentido ser porque não se pode ser porque sim.
Troll - Hardcore Choppers for life! diz:
o "porquê" do "porque sim" não deve ser só porque o pode ser, se o "porque não?" é mt válido até!
Troll - Hardcore Choppers for life! diz:
porque os "porquês" são fortes sozinhos para não necessitarem dos "sim" e dos "não"
Porquê? diz:
concordo, mas porque haveriamos de deixar um "porquê" sozinho (mm sendo ele um porquê mt válido) se acrescentando um sim ou um não o deixamos ainda mais válido! e desta forma garantimos que ele assume uma posição concreta e não é apenas uma interrogação neutra.
Troll - Hardcore Choppers for life! diz:
porque na medida em que relativamente para com quem, altera a conotação senão o conteudo mesmo até do porquê, passando de palavra poderosa e forte a um mero superlativo do sim e do não. O porquê é sobrio e forte sem necessitar dos irmãos sim e não.
Porquê? diz:
o porquê é o culminar da vontade dos contestatários. Contestar é um direito. Responder a uma contestação é um dever. Portanto, eu diria que todos os "porquês", acompanhados ou não, sao inequivocamente necessarios!
Troll - Hardcore Choppers for life! diz:
sem dúvida.
Elucidados?
a falácia do bloqueio
Confusos?! Pois...é natural, mas desconfio que também não será à minha conta que irão ficar esclarecidos...
Pergunta (simples): Qual o objectivo dos bloqueadores?
Resposta (simples): claro está...obviamente para bloquear!
Nova pergunta (reformulada): Sim, mas qual o seu verdadeiro objectivo?
Resposta (simples): pá...obviamente para bloquear!
Nova pergunta (a da insistência): Irra...será tão difícil saber qual é o seu verdadeiro objectivo?!
Resposta (simples): bem...agora que falas nisso, quer-me parecer que obviamente é para bloquear!!
Nova pergunta (a do desespero): Porra pá!! O que eu quero mesmo saber, e se não for pedir muito, é qual o verdadeiro objectivo dos bloqueadores??
Resposta (evidente): Hummm...perante essa insistência, vou ser simpático e responder de forma clara...obviamente é para bloquear!!
Nova pergunta (a do conformismo e evidente desistência): Então...quer dizer que não há forma de desbloquear?
Resposta (óbvia que todos os bloqueadores dão perante o bloqueado): Haver até há...mas...
Conclusão: há sempre um "mas"...ou seja, por que raio é que andam por aí a inventar bloqueios com bloqueadores, a transtornar a vida aos bloqueados, se há sempre uma forma de desbloquear?!
Querem ver que é só para educar os bloqueados?
E quando estes nada têm a ver com os bloqueios?
E será que os próprios bloqueadores algum dia poderão vir a ser bloqueados?
Apelo pois a um movimento generalizado de bloqueio para acabar com esses bloqueios cujo principal objectivo é obviamente para bloquear.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Biqueiradas dominicais
Por mais biqueiradas dominicais que certas pessoas levam, e por muito que lhes doa essa biqueirada dominical, mais elas discutem com argumentos do género "a minha biqueirada dominical doeu mais que a tua" ou "toma lá que desta vez fui eu a dar-te a biqueirada dominical".
Mais grave que estas sessões de suposto convívio com trocas de biqueiradas dominicais é o facto de se passar uma semana inteira a discutir a forma como se irá desenrolar esse confronto de biqueiradas dominicais.
Estes que prometem não cumprem...e os que assistem são os primeiros a colocar-se na linha da frente, para ter o prazer de levar a primeira biqueirada dominical, inclusivé, pagando (e muito) para garantir esse privilégio. Depois é vê-los numa acesa discussão nos cafés, no local de trabalho, nos fóruns da internet, cada um defendendo as suas valentes biqueiradas dominicais, e fazendo já planos para a próxima biqueirada dominical...
Podem não ter dinheiro para comer, mas lá se arranja uma forma de pagar para levar uma grande biqueirada dominical!!
quinta-feira, outubro 26, 2006
ZOO Cardinali
terça-feira, outubro 24, 2006
Portugal e o mar... (parte I)
Arriscaria a dizer que pela boca morre o peixe quando vejo alguns tubarões (que julgam controlar a arraia miúda) perder certos combates...No entanto, os primeiros são predadores, e os outros são invariavelmente dominados pela voracidade que caracteriza quem tem o poder. De facto, é frequente ver esses tubarões contarem histórias de pescador como o padre António Vieira no seu sermão aos peixes, mas no fim, a união faz a força e o cardume acaba por fazer esses tubarões dar à costa . É também frequente ver esses tubarões andarem à pesca na expectativa de convencer alguns, lançando as suas redes de pesca com palavras mansas e discursos convincentes, e por vezes acabam por levá-los em maré alta.
Por outro lado, alguma arraia miúda é lançada literalmente aos tubarões, travando combates injustos e sempre com o mesmo triste fim...É o que acontece quando perguntamos a um predador com um apetite voraz se se quer deliciar com um pouco de ovas de estrujão (vulgo caviar).
É que enquanto alguns andam por aí a pescar à linha, e acabam por consegui-lo com alguma dificuldade, chegam os outros que andam à caça da baleia e dominam tudo com incrível facilidade.
A verdade é que por mais que os velhos lobos do mar apelem à serenidade e à calma social, tentando restituir alguma paz e ordem e evitar as águas agitadas, há sempre um que se intitula o rei pescador ou o timoneiro desta embarcação que tenta levar a bom porto os destinos deste país. No fundo, trata-se do escolhido pela arraia miúda, mas uma vez que este cardume está mais preocupado a escapar dos anzóis, tudo o que o timoneiro possa dizer ou fazer nunca será suficiente para suster as marés vivas.
Parece-me também evidente que o país está mergulhado numa situação do tipo nem tanto ao mar nem tanto à terra, qual náufrago à deriva à espera de correntes marítimas vindas do Norte da Europa que acabam por ser as nossas bóias de salvação e nos vão permitindo andar à tona da da água.
Devemos pois ter a consciência de que há mais marés que marinheiros e um dia as referidas correntes marítimas mudam...
Vamos todos recuperar a coragem e a ousadia de outros tempos e navegar por mares nunca antes navegados provando ao mundo que ainda merecemos algum reconhecimento e destaque!!
Deixemo-nos de navegar em água salobra e deixemo-nos de ser marinheiros de água doce...
Lembremo-nos que um dia é da caça e outro dia é do "pescador" e pode ser que assim possamos chegar um dia a um ponto em que deixamos de vender o peixe ao preço que compramos...
Vamos todos lutar por um estatuto em que interiorizamos a velha máxima do não lhe dês o peixe, ensina-o antes a pescar...
Vamos lutar por levar esta nação a um porto seguro sem naufragar ou meter água...afinal de contas, somos um país com mais de 500 anos de tradições e expressões ligadas ao mar...
quinta-feira, outubro 19, 2006
O mistério dos Selos desvendado.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Aquela pergunta que nunca tem resposta.
Sim, eu estive a pensar um pouco sobre esta situação do nosso quotidiano e tirei algumas conclusões pertinentes que gostaria de partilhar. Então é assim:
Ponto 1.
Vamos nós na rua a passear ou a fazer outra coisa qualquer e damos de caras com alguém conhecido. O que fazemos? Claro está, a pergunta maravilha. “Tão tudo bem?” e não é que essa pessoa conhecida responde da mesma forma? E além disso Basa! E agora? Fizemos nós uma pergunta sobre a qual gostaríamos de ter obtido uma resposta e... nada! Ficamos sem saber se de facto a pessoa em questão está ou não está bem. E são muitas as questões que se levantam de seguida. Será que dormiu bem? Será que tem algum problema? Será que não tinha cuecas lavadas e então anda com as que tinha ontem e por isso não me responde? Será que quando limpou o anal depois de fazer um cocó ficou com um bocado de papel agarrado e agora não quer dizer? Muitas são as dúvidas que se instalam na mente e todas elas sem resposta porque alguém se lembrou de não responder a uma simples pergunta.
Ponto 2.
Se por ventura não somos nós os primeiros a fazer a famigerada pergunta, porque razão não esperam para ouvir a resposta? Dizem “tão tas bem?” e continuam a andar. Se não tinham a intenção de parar para ouvir a nossa resposta, qual é a lógica de fazer uma pergunta? Se não querem saber, não perguntem! Olha a porra! E nós como é que ficamos? Cheios de vontade para responder. A palpitar e tudo dado o desejo de dar uma resposta que até pode ser interessante. Depois querem o quê? Guitarradas? Novelas? Vão mas é BASAr...
Ponto 3.
Outra coisa que me apoquentou a cabeça enquanto vagabundeava por este tema tão intrigante e perturbador, foi que as pessoas ao responderem à pergunta “Tão, tás bem?” com a mesma pergunta, são pessoas sem criatividade, são imitadoras. Até digo mais, são plagiárias e copistas! Mas pronto, será que não sabem ser originais? Têm de dizer o mesmo que dizemos? Sempre a imitar, sempre a imitar, sempre a imitar...
Epá, tenham iniciativa arrisquem em dizer algo diferente, não sejam acanhadas. Bem sei que para essas pessoas fazer um número arrojado, audaz, destemido ou até mesmo ousado como este, pode não ser fácil. É preciso treinar arduamente para se chegar à perfeição e ter uma técnica bastante apurada para de penalty, mas um penalty sem paradinha, responder à questão sem fazer a mesma pergunta. Acreditem que é possível. Se o David Hasselhoff canta e entra em filmes de tv... tudo neste planeta maravilhoso é possível.
Ponto 4.
Para concluir gostaria de deixar aqui bem presente que quando se responde à pergunta “Tão, tas bem?” com a resposta certa a essa pergunta, é possível gerar um momento de galhofa e chacota interessante... ou não! Por vezes a melhor resposta a dar é mesmo “Tão, tas bem?” e claro BASAr.
Tenho dito,